segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Acidez




Eis que caí em mim
E me vi raso, seco
Ácido

Eu que sempre
Olhei espelhos
Pra te ver assim
Voante

Que sempre
Atravanquei estantes
Com livros raros
E flores de papel

Eu que sempre
Cantei mentiras
Pra me ter assim
Errante

Que sempre
Entulhei minha alma
De promessas
E revoluções

Agora que caio em mim
Me vejo assim
Raso
Seco
Ácido


Victor Barone
imagem: daqui

3 comentários:

valéria tarelho disse...

começar dezembro com o pé direito, reinventando o impura poesia com a devida acidez ;)

Barone disse...

Obrigado pelo espaço Valéria.

Miguel Barroso disse...

Muito bom este espaço. Voltarei.


Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO